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Ao final da despedida em Mileto, o texto registra uma cena intensa: “e todos choravam muito, e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam” (At 20.37). Ninguém no texto trata isso como fraqueza espiritual — é registrado com naturalidade, como parte legítima de uma despedida genuína entre pessoas que se amavam de verdade.
Uma ideia equivocada comum
Em certos ambientes ministeriais, existe a impressão silenciosa de que chorar — de tristeza, de saudade, de exaustão — é sinal de pouca fé ou falta de confiança em Deus. O próprio Paulo, antes disso, já havia mencionado que serviu “com muitas lágrimas” (At 20.19). Lágrimas fizeram parte do seu ministério, não contradição a ele.
Jesus também chorou
No túmulo de Lázaro, mesmo sabendo que o ressuscitaria momentos depois, Jesus chorou (Jo 11.35). A certeza da fé não elimina a emoção genuína diante da dor, da despedida ou da perda.
O que fazer com isso
Se você tem se sentido culpado por chorar em algum momento do seu ministério, vale lembrar: isso não é evidência de fraqueza espiritual. É evidência de que você amou de verdade as pessoas pelas quais serviu.
“E todos choravam muito, e, lançando-se ao pescoço de Paulo, o beijavam.” (At 20.37)
